Viajar com crianças, como faz?



 

Muita gente pergunta como é viajar com duas crianças de 4 e 2 anos e vou te dizer com toda sinceridade: é um barato! A gente não tem luxo e geralmente se hospeda em hostels e casa de amigos/familiares e elas adoram. Acho que nós adultos criamos a maior parte dos empecilhos. Um conselho: criança não precisa de muito. Mesmo. Cada uma leva um brinquedinho (no caso delas o bichinho que elas gostam de dormir) e é isso. Giz de cera, folhas de rascunho, massinha… isso tudo a gente encontra pelo caminho onde quer que a gente vá.

Nunca fomos fãs de carrinhos e o único ítem de segurança que não abrimos mão é a cadeirinha do carro da Ava e a elevação de assento da Zoe. Se não levarmos, alugamos, mas nunca, nunca mesmo abrimos mão. Usávamos muito cangurus e mochilas mas agora elas andam com a gente. Não sei se demos sorte ou se simplesmente crianças são mesmo facilmente adaptáveis, mas nossa vida um pouco fora do convencional não parece tirar delas a alegria e a sede de descobrir.

Só para dar um exemplo, antes de virmos para o Brasil, Zoe e Ava estavam na pré-escola em Queenstown (Kindergarten) e adoravam a rotina delas. Aproximadamente seis semanas antes de virmos para o Brasil começamos o trabalho de conscientização delas. mostrando lado bacana de deixar a escolinha para trás e conhecer primos, fazer novos amigos e rever os bisavós. A gente tenta foca-las no lado bom (avião, praia, novos parquinhos…). Agora estamos fazendo o inverso, focando na volta pra casa, rever pessoas queridas, nos novos amigos, “vamos ser só nós quatro de novo”. E por aí vai… tem funcionado.

Ao contrário do que ouço muito no Brasil, a melhor fase de viajar com filhos é agora. Tudo que elas precisam é a gente. Não tem time de futebol pra deixar pra trás, nem namoradinhos. O encantamento pelas conchinhas do caminho e pela chance de nadar numa cachoeira diferente parece ser suficiente por enquanto. Acho que o segredo é abrir mão das frescuras que notamos serem muitas no Brasil. A mala delas é tem sido feita e desfeita e carregamos bem pouco (coloquei a listinha abaixo).

Agora com 5 anos a Zoe precisa começar a alfabetização e estamos considerando “homeschool” pelo menos agora nos próximos 6 meses onde ainda não sabemos onde vamos aportar de volta na Nova Zelândia. O país permite o ensino em casa desde que seguindo as regras estipuladas. Vale dizer que a Nova Zelândia é um país de imigrantes e viajantes e faz todo sentido permitirem as crianças de serem educadas “na estrada”.

Quanto a nós, Rodrigo e eu, precisamos ainda de menos. Tudo que temos na vida está num depósito do tamanho de um banheirinho de empregada. São lembranças e coisas que realmente não podemos nos desfazer. Se tem momentos de incerteza? Claro que tem! De querer parar e morar numa casinha pra sempre (já moramos em 11 casas!!!)? Óbvio! Mas basta o tempo passar o pouquinho que o bichinho da mudança volta a morder a gente.

O QUE VAI NA MALA DA ZOE E DA AVA:

Dois shorts, duas calças, 3 camisas, um casaco, roupa de praia, 4 calcinhas, dois pijamas, um chinelo e um tênis. Paracetamol, remédio de ouvido, termômetro, protetor solar e repelente. E é isso. MESMO!

 

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6 comentários em “Viajar com crianças, como faz?

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  1. Apenas me despedindo. I am afraid.

    Where do we go from here?
    This isn’t where we intended to be
    We had it all
    You believed in me, I believed in you
    Certainties disappear
    What do we do? For our dream to survive?
    How do we keep, all our passions alive
    As we used to do?

    Deep in my heart, I’m concealing
    Things that I’m longing to say
    Scared to confess, what I’m feeling
    Frightened you’ll slip away
    You must love me, you must love me
    You must love me

    Why are you at my side?
    How can I be, any use to you now?
    Give me a chance, and I’ll let you see how
    Nothing has changed

    Deep in my heart, I’m concealing
    Things that I’m longing to say
    Scared to confess, what I’m feeling
    Frightened you’ll slip away
    You must love me, you must love me
    You must love me

    I AM AFRAID

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  2. Lament

    Orlando Philharmonic Orchestra

    The choice was mine and mine completely
    I could have any prize that I desired
    I could burn with the splendor of the brightest fire
    Or else, or else I could choose time

    Remember I was very young
    And a year was a forever and a day
    So what use could fifty, sixty, seventy be
    I saw the lights and I was on my way

    And how I lived, how I shone
    But how soon the lights were gone

    The choice was mine and no one else’s
    I could have the millions at my feet
    Give my life to people I might never meet
    Or else to children of my own

    Remember I was very young then
    Thought I needed the numbers on my side
    Thought the more that loved me, the more loved I’d be
    But such things cannot be multiplied

    Oh my…

    I want to be more time.

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  3. Crianças são simples … Adulto tem o hábito de complicar tudo… Adulto em sua maioria quer usar a Lei da compensação … Às vezes por culpa não trabalhada …
    Vcs estão de parabéns!

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