Quando a visita traz o (seu) mundo nas costas!

Quem já se mudou para outro país sabe que todo mundo diz que vai dar um jeito de visitar você. As promessas variam entre:

– Ahh sempre quis conhecer o “Alasca”  e agora que você vai pra lá tenho mais um motivo!
– Ó, já pode preparar um quartinho de hóspede pra mim hein!
– Estou precisando mesmo fazer uma viagem longa…
– Comecei a economizar hoje pra poder te visitar daqui há um ano!

Tem gente que marca o mês e tudo. Em maioria porque as primeiras semanas de quem fica são cheias de “saudade” (não entendo muito bem como você fica na mesma cidade 3 meses sem ver a pessoa, e aí ela se muda pra outro país e com uma semana já está “morrendo de saudade”, mas tudo bem…isso é assunto pra outro post. Mas pra resumir essa introdução e reafirmar o que todo mundo já sabe, NINGUÉM pega o avião e VAI. A menos que você esteja casando, parindo ou pagando, as tão desejadas visitas podem nunca acontecer. E vale pra mim também que já jurei de pé junto que iria visitar um monte de amigos queridos no exterior e não fui. A vida engole nossoa planos com uma ferocidade surpreendente.

Haere Mai Ki Aotearoa

Eu confesso que só senti saudade mesmo depois de uns 4 meses aqui… eu tinha muita informação pra digerir, muito coisa nova pra processar e muita coisa linda pra me maravilhar que sobrou pouco espaço pra querer estar no Rio numa quinta-feira qualquer tomando o mesmo chopp que eu tomava há 10 anos. Maaaaasss, depois a vida vai assentando, você vai criando a sua rotina e um dia você acorda e pensa: “É… hoje eu tomava aquele choppinho com as meninas no final do dia, estou mesmo precisando conversar.” Só que aí você realiza que as amigas (e o chopp) não estão mais tão a mão quanto antes e dá aquela pontadinha de tristeza.

Tendo dito isso, qual não foi minha surpresa quando eu e minha amiga Dani tivemos o seguinte diálogo no Facebook (sim, o diálogo está cheio de cortes e essa é a versão super ultra mega hiper uber resumida):

– Ai amiga, tô precisando de uma mudança…
– Ué, vem pra cá! Rs…
– É né, seria uma ótima oportunidade. Vou sim, você me ajuda a ver passagem, um curso bacana de inglês…
– CLARO! YAY!

Vou abrir um parênteses aqui pra dizer que a Dani é mesmo uma das minhas melhores amigas, daquelas que sabem tudo de mim e ainda me amam. A história da nossa amizade é cheia de momentos sensacionais e de algumas perdas irreparáveis. Já sonhamos juntas com coisas que tivemos a felicidade de ver realizadas e outras que infelizmente não vão acontecer nunca. Por tudo isso, depois que ela me enviou as informações de vôo eu fiquei numa ansiedade só, basicamente porque eu sou mesmo dessas que fica ansiosa por qualquer coisa mas principalmente porque eu sinto muita falta das minhas amigas. Sinto falta daquela conversa que dependendo do assunto por ser (des)motivacional e inútil (porque por mais que a gente ouça a amiga, no fundo a gente só vai fazer mesmo o que quer e geralmente não é coisa boa). Vamos combinar, tem coisa melhor do que re-visitar momentos engraçados durante um bate-papo? Desde que cheguei aqui faço um monte de piadas internas comigo mesma… aquelas frases soltas de um comercial, um texto do Friends (ou do Chaves) que a gente fala e começa rir. Lendo assim parece triste, coisa de gente doida… e no fundo até pode ser, mas é como você vai lidando com distância.

Happy Day!

Não me entendam mal, eu tenho um “living in boyfriend” (essa expressão é ótima) que é o máximo, que eu amo demais e que por tudo que já passamos juntos, é de fato meu melhor amigo. Sei que ele se esforça pra cobrir todas as frentes, me ouve, me aconselha… mas não dá pra pedir pro cara ler a última entrevista da Angelina Jolie na Marie Claire e ainda comentar com você enquanto toma um vinho rosé né; Nem pra rever “How to Lose a Guy in 10 Days” e esperar que ele entenda o ponto de vista da coitada que leva uma mini samambaia pra casa do namorado. Tem coisas, que só sua amiga é capaz de entender.

E tem outra coisa também. A Dani conhece a minha família e 95% dos meus melhores amigos, então foi como se ela não tivesse vindo sozinha. A Dani trouxe com ela um pouquinho deles na bagagem. Ter a Dani por perto é me sentir um pouquinho mais perto de casa, meio que um carinho no coração. Poder ver a Nova Zelândia mais uma vez através dos olhos dela, ficar encantada novamente com coisas que já deixaram de ser novidade, tentar explicar na prática o porque da minha decisão de mudar pro outro lado do mundo são apenas uma das poucas razões pela qual estou apaixonada pela idéia de sempre ter alguém chegando por aqui.

Então um conselho pra quem não pediu: Se você disse que iria visitar seu amigo ou parente, seja na Finlândia ou em Macaé, VÁ! Foca no objetivo, junta uma grana, pensa que você não vai gastar com hospedagem e nem perder tempo porque vai estar com um guia turistico a tiracolo. Prepara o raio dessa mochila e vai!!! Você vai viver dias incríveis e ainda vai fazer alguém que você ama muito feliz!

Nota Rodapé:
1) Dani, só pra eternizar o que já te disse centenas de vezes: Eu não poderia estar mais feliz com a sua chegada. Espero que a Nova Zelândia seja tão generosa com você como tem sido pra mim. Te amo!
2) Nanda e Fú: VEM LOGO PORRA!

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6 comentários sobre “Quando a visita traz o (seu) mundo nas costas!

  1. Que delícia, Monica!!
    Nossa, é bem isso mesmo, no começo TODO MUNDO diz que vem visitar… depois de um ano muita gente ainda diz… fazem planos, mil perguntas e pedem dicas… depois de 3 anos algumas poucas pessoas ainda dizem, entre eles os amigos mais próximos e família.
    Aí quando você vê já faz 5 anos que você tá aqui, e nem parindo as pessoas vieram! Nem mesmo aquela tia ou a sogra que sempre diziam “eu vou quando vocês tiverem um bebê”…
    Entrar num avião e atravessar o mundo assim não é pra qualquer um… sua amiga Dani não vai se arrepender. 🙂

    • Oi Cris, na verdade conversamos exatamente sobre isso no Scopa né! Estou realmente muito feliz com a minha amiga aqui e fico pensando quando for a minha vez de receber a família. Sua “Fase Três” já chegou e pode ter certeza que quando Theo chegar quem importa mesmo vai estar presente (mesmo que não seja fisicamente).
      Mas tem mesmo essa coisa irritante da promessa baseada num evento: “ah, quando vc casar eu vou”, “ah quando você tiver filho”… não se preocupe, já já vão arrumar uma outra “meta” pra você cumprir só pra justificar a vinda até aqui 😛

  2. Ai, amigaaa… Você sabe o quanto estou feliz porque te falo isso toda hora, né?! Não precisamos provar mais nada, uma pra outra, pois a nossa amizade já era sólida o bastante, mesmo antes da sua viagem. Mas, quero agradecer por tudo mesmo! Pela força, confiança, pelo incentivo e por me amar também, do jeitinho que eu sou. Vc e o Rodrigo estão sendo ótimos comigo! Estão me tratando com muito carinho e me levando a lugares lindos! Agradeço a Deus pela conversa no facebook e aproveito pra agradecer por aquela bendita sandália presa na cadeira! AMO VC!! =)

  3. Qdo tu escreveu no facebook que ela tava chegando..escrevi que imaginava a tua alegria! Agora..lendo oq tu acabou de escrever.. Eu nao só continuei imaginando..como pude sentir 🙂 parabéns pela amizade. Beijos

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