E quando as férias são na “casa da gente”?

Girls

Férias de quem resolve imigrar pra outro país é coisa estranha.  Geralmente, depois de um ano inteirinho trabalhando, aturando aquele chefe mala e lidando com prazos malucos, as pessoas escolhem aproveitar as férias num lugar diferente, com cara e cheiro de novo. Mas se você imigra e ainda rola aquele apego com algumas pessoas da família e os amigos mais queridos é diferente, você acaba convencido de que essas “férias as avessas” podem ser o melhor jeito de recarregar as baterias.

LOL!

De antemão, já digo que não vai dar pra fazer isso sempre, afinal, se conhecer uma nova cultura foi um dos motivos que fizeram a pessoa sair do conforto do seu idioma significa que a novidade vai ficar velha e a necessidade de explorar novos “ares” vai continuar sendo uma constante. Não precisa mudar de mala e cuia a cada dois anos, mas pessoalmente posso dizer que tão logo eu termine de explorar toda a Nova Zelândia já existe um mundo de coisas por perto que não posso deixar de conhecer: Fiji, Samoa, Austrália… Tendo dito isso, fica esclarecido um dos motivos porque eu digo que não sei quando volto ao Brasil.

FFL!

Não. Eu não sou uma desalmada que não sente falta da família e muito menos meus amigos perderam a importância pra mim. Nem de longe. Mas a gente amadurece (as vezes às custas de inúmero erros e meia dúzia de acertos) e acaba (uns mais cedo, outros mais tarde) concluindo o que traz paz pra gente. Só aí, dá pra finalmente começar a colocar em prática velhos planos engavetados. E não me entenda mal, quando digo paz, quero dizer aquela certeza gostosa que a gente tem quando tem algo (ou alguém) por perto é pra  vida toda.

Lolly

Confesso, que quando eu entrei  no avião pro Rio de Janeiro eu senti receio. E se eu colocasse o pé no Rio e pensasse “o que eu tô fazendo do outro lado do mundo?”…Estar perto dos meus avós, dos meus pais, irmão, primos, tios e poder colocar um ano inteiro de novidades em dia foi uma delicia. Acordar e dar de cara com a Lolly me fez derreter e poder comer a canja do meu avô quase me fez pensar em ficar. Gargalhar com as maiores bobeiras do mundo em algumas mesas de bar sempre regadas a chopp e/ou capirinha me encheu de energia. Visitar antigos colegas de trabalho e saber que sentem minha falta me fez sentir querida e aqueceu meu coração.

L.O.V.E!

Eu tive dias incríveis, e sem modéstia alguma posso dizer que tenho os melhores amigos do mundo, mas foi bacana perceber que durante todo o tempo  em que estive no Rio nunca perdi aquela sensação de férias, eu sabia que não estava em casa. Sabe quando você ama suas férias mas acaba ficando feliz quando entra na sua rua?  Então…foi isso. Amanhã pode tudo mudar (não sou ingênua ao ponto de colocar expressões como “pra sempre” ou “nunca mais” no final das minhas frases) mas hoje a minha casa fica em Wellington, na Nova Zelândia.

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