3, 2, 1 …just jump. It’s only a bungy jump!

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Sei que já fez um mês e que todo mundo já viu as fotos e o vídeo… mas pular de 47 mts de altura presa pelos pés por uma corda foi realmente, de longe, a coisa mais divertida que já fiz na vida. E só por isso merecia um post. Mas tem mais… pular de bungy desencadeou em mim aquela avalanche de analogias com a vida, com a minha vida. E se você é como a Renata que diz que “viaja na minha maionese” esse post também vai ser divertido (ou reflexivo) pra você.

Sem modéstia, tenho um monte de coisas divertidas no meu currículo: Já voei de asa-delta, de helicóptero, já passei dos 150 km p/ hora na estrada, já andei em dezenas de montanhas-russas. Falta pular de pára-quedas, é verdade, mas duvido que saltar com um desconhecido “attachado” em mim me dizendo o que fazer supere o que eu senti quando junto com o som da corda pesada me puxando pra beirinha da plataforma tive certeza que não tinha outra coisa a fazer além de …pular!

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E me permitindo a velha cafonada da comparação entre cabeça e coração, o que acontece é: Seu corpo se prepara para (nesse caso, literalmente) quebrar a cara. É como uma sirene ensurdecedora que “desperta” cada célula sua. Antes de pular, seu cérebro garante que você está amarrada, que todo equipamento foi checado três vezes, que o seu salto é o de número 269 mil e que o “brinquedo” não tem um registro sequer de acidente desde quando foi inagurado em 1991. E DAÍ?

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Depois que você pula, tudo o que seu coração sabe é que está caindo e que aquele rio lindo láaaaa embaixo vai virar asfalto quando você chegar lá. São frações de segundo violentas… e está mentindo quem disser que pensou nisso ou naquilo… a mente esvazia e o coração acelera tanto que quase pára. E exatamente aí a coisa mais incrível do bungy acontece. A corda chega no limite e ao contrário de todas expectativas do seu corpo, do que a sua emoção sugeria, você é catapultada de novo pra cima e o seu cérebro solta pro seu coração um sonoro clichê: “eu não falei que era seguro?” – Pra mim a diversão começou ali. Abrir os braços e me “largar” no ar foi a sensação mais libertadora que já experimentei. Mais que sair correndo pelada na grama em dia de chuva. Mais que uma barra de chocolate depois de 3 meses de dieta pastosa. Mais que a alegria de achar uma nota de 50 que você esqueceu no bolso da calça justo quando você não tem um centavo. Mais que sexo em local público. Mais que qualquer coisa… sério.

Quando acabou, ainda presa de cabeça pra baixo, esperando o “resgate” eu estava pronta pra sair nadando, correndo ou porque não, pular de novo. Eu estava tão eufórica que não conseguia parar de falar e horas depois fiquei com vergonha de imaginar a dupla do bote rindo de mim e lembrando que eu simplesmente não conseguia calar a boca.

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Assistindo ao vídeo à noite percebi aquele tico de hesitação (que passou batido pra quem achou que não pensei duas vezes e me joguei). Tudo tão típico de mim, já que apesar de vender e me aproveitar da idéia de que me jogo sem pensar, eu sempre hesito. Acontece que um segundo de hesitação não necessariamente significa pensar sobre o assunto e decidir. Na maioria das vezes, hesitar é a forma mais eficaz de auto incentivo. Hesitação foi muitas vezes no meu dicionário sinônimo de covardia. Mas não é… e talvez essa seja uma das lições mais valiosas que tive.

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Porque você não vai estar sempre amarrado por 5 mosquetões; Porque nem sempre o bote tá ali embaixo pra te resgatar (mesmo no meu caso que tenho amigos que são genuínos coletes salva-vidas); Mas principalmente porque nem sempre a corda vai ser forte, esticar e te jogar pro alto. A queda é livre e algumas cicatrizes são pra sempre. Substituir hesitar por me permitir dois minutos a mais pra decidir (e até recuar se for preciso) é a minha mais nova aventura.

Abrir os braços e pular? De bungy jump? Anytime.

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2 comentários sobre “3, 2, 1 …just jump. It’s only a bungy jump!

  1. Ahhhh Mônica,

    é correto e não corrento…rsrsrsrs……é culpa da raiva misturada com ansiedade que seja feita justiça contra a Aerolixo.

    Bem vc poderia me mandar fotos das pessoas e dormindo no aeroporto?

    Um abraço,
    Heitor

  2. FINALMENTE, uma pulada de Bungy. A pessoa vai pro país dos esportes radicais e demora 10 anos pra se jogar na cordinha (tudo bem que eu demoraria mais ou talvez nem pulasse, mas abafa).
    E ervilha, você come? Cuidado, hein? Perigosão!
    Pra variar, viajei na sua maionese e fiquei tensa só de imaginar esse pulo pra morte. O maluco gritou no seu ouvido “JUUUUUUUUUUUUUUUUUMP”? Uma amiga minha foi praí há uns anos e eu me assustei vendo o vídeo. Se um filho da puta grita daquele jeito no meu ouvido, eu pulo NA HORA. Ou enfio a mão na cara dele. Ou ambos.
    Saudade demais de você! Ainda bem que falta pouco pra te ver.
    Te amo, baby!
    Beijão

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