Bullying, bullying bullying…

Oriental Bay

Coisa mais chata é ficar sem assunto. Não… minha vida não está desinteressante nem tediosa, está normal. No mundo, bem…até tem assunto, mas pensa bem, vou dar espaço pra que(m) aqui? Para Maria Biscate que acha que ficou milionária (acha né, porque ninguém fica milionário com 1,5 milhão… manda avisar!) Para o louco que 12 anos depois resolveu reproduzir o massacre na Columbine High School em terras Brasileiras? Melhor, para os loucos que acham que a gente não tem nenhuminha parcela de responsabilidade no que ele fez? Não vou entrar nesse mérito, jurei que não, mas me espanta o Diretor do colégio bradar que nunca houve nenhum registro de violência no colégio e na mesma matéria assistir aos antigos colegas de classe desse sociopata dizerem que enfiaram o garoto na privada e deram descarga quando ele tinha 14 anos e estudava nesse mesmo colégio. Querido diretor, se isso não é violência… por favor me explica o que exatamente entra na sua listinha de atos violentos? Precisa matar pra chamar atenção? É isso que você está dizendo querido diretor? Tudo errado… o vídeo mostrando a professora saindo correndo largando todos os alunos sozinhos dentro da sala com o assassino. Sei que a Sra não ganha pra isso Tia, mas se alguém ali tinha a chance de conversar com ele, se alguém ali podia realmente ter feito alguma coisa, com todo respeito, era a Sra., gritar “corre que ele vai matar todo mundo” sinceramente… não foi o que a Sra deve ter aprendido nas aulas de pedagogia. Tá bom… nem deve ter aula de “como agir em caso de ataque” e além do mais eu disse que não ia comentar. Minhas opiniões são polêmicas e eu raramente desisto de um bom debate (argumento é coisa que quase nunca me falta). Ah mas tem o casamento do Principe William. Vambora comentar? Bem… não. Definitivamente não.

Sunset

Mas e bullying? Bullying é legal de falar, sabe porque? Porque é um assunto que eu conheço. Eu fui obesa, usei óculos e aparelho ortodôntico, pais separados, criada pelos avós… na boa, poucas pessoas eram mais propensas a sofrer bullying na vida como eu!!! Pô, mas se eu pensar bem, ponto pra mim, eu tirei de letra. Eu “desenrolava” na simpatia… os meninos não prestavam atenção em mim? Beleza, eu me tornava aquela q fazia a ponte entre eles e as meninas. Afinal, qual moleque ia zoar com aquela que justamente ia ajudar a “adiantar” o lado dele? Minha vida inteira eu fui aquela “altamente zoável” mas dificilmente zoada porque eu era, puta que pariu, eu era legal pra cacete. Quem vai zoar a representante da turma? A presidente do grêmio? A maluca que com 15 anos se empuleirava na arquibancada do Maraca no meio da Raça-Rubro Negra? A única menina que treinava com o time de handball masculino? Ponto para a minha família que sei lá de que jeito conseguiu plantar em mim a certeza de que dava pra sobreviver as “incríveis maldades” as quais se é submetida na adolescência. Quando você ouve muitas vezes que seu avô vendia laranja na feira aos 7 anos de idade, que na adolescência usava papel de pão como caderno só pra não parar de estudar e que aos 50 podia se dar o luxo de depois de criar as filhas dele ainda criar você… bem, você aprende que ser zoada na escola dá sim pra tirar de letra. Bom, na verdade o ponto não foi bem pra mim, né? Ponto pra eles.

Island Bay

Tem bullying aqui na Nova Zelândia? Claro que tem, tem em todo lugar… apontar as diferenças, se agrupar entre os “iguais”, se sentir inferior por não se encaixar… tudo isso é premissa básica de ser ou ter sido criança. A criança não tem “filtro”. Mas adulto tem (ou deveria ter), acontece que no Brasil (e alguns outros países como os Estados Unidos) a gente não usa. Se o seu vestido é bonito, a segunda frase sempre é: “É de onde? É de quem? É da minha casa, é meu porra!”. Poucas são as pessoas que verdadeiramente não ligam pra isso… Brasileiro gosta de ostentar e eu confesso que fiz parte ativa dessa turma. Gente, sério, tem coisa mais fofa que fusquinha? Precisou o Wagner Moura sair com o dele pelas ruas de botafogo pra “fuqueta” ganhar o respeito e o carinho merecido! Alguém cool precisa atestar que aquilo é cool…do contrário…o que vão pensar de mim?

Civic Square

É UM SACO! Viver assim é ruim… ser avaliada por homens, mulheres e amigos do trabalho não pelo seu trabalho, mas por quantas vezes você usou a mesma calça jeans na mesma semana é um porre! Ter que estar “up to date” com o mais novo lançamento da apple ou da blackberry é um desperdício de dinheiro inacreditável! Estar em dia com as dicas tipo maxi dress, mini dress, ankle boots, boots, rasteirinha, all star… é uma canseira e um gasto de energia que só agora me dei conta de que (esteticamente) eu poderia ter me moldado do jeito que eu bem quisesse. E foi aqui na Nova Zelândia que aprendi isso. Claro que ter que pagar o aluguel no final do mês ajuda a você enxergar algumas prioridades, mas não é só isso. Aqui, juro, dá pra sair vestida de bailarina (com tutu e asa negra da Natalie Portman) e nada, nada vai acontecer. De um jeito que até incomoda porque se você quer sair vestida de bailarina, é LÓGICO que quer chamar atanção. Se tiver aqui, desista.  Sabe porque? O Kiwi não repara, e … pode abrir a boca: não ostenta. Seríssimo… é impossível dizer quem tem grana e quem não tem (no Brasil também não né, já que o coitado fica com a geladeira vazia pra pagar o carnê do audi). É uma coisa linda de se ver… o Kiwi não sente inveja, não compete com você. Ele vive a vida dele e te permite viver a sua do jeito que você bem achar melhor.

E… eu acho que acho melhor viver a minha vida por aqui mesmo. 🙂

Nota de rodapé: 06 de junho tô aí… 18 dias contados. Vamos começar a montar essa agenda!

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8 comentários sobre “Bullying, bullying bullying…

  1. Oi Moniquinha!!!! Menina, agora que eu vi que fui seu oposto. Eu era a magrela, alta pracará, com espinhas, óculos, aparelho e cabelo esquisito. A-há! Ganhei de você!!! Ahahahahaha! Mas eu aprendi, em casa, que eu sou foda (muito antes da Pity!). Eu sempre fui simpática e educada com todo mundo, pq isso é básico e sempre será. Nunca dei chance pra ninguém falar/fazer comigo nada desse jeito aí (odeio o neologismo “bullying”). Se alguém vinha falar que não gostou do meu vestido, mandava na hora “que bom que você não precisa usar, pq ele é meu, né?” e ficava por isso mesmo. Se a coisa ficasse um pouco mais “séria”, leia-se, mais agressiva, não tinha qualquer problema em dar a resposta ou a porrada adequada. E o problema acabava antes mesmo de começar.

    Quanto mais eu ficava mais velha, menos chance tinha de ter problemas. Pq eu simplesmente não deixava e não dava importância pra isso. Não valorizava, entende? E não deixo! Até hoje eu falo em alto e bom som: “minha conta é no Bradesco! Vai lá, por favor!”.

    Odeio moda, não vou ao bar/lugar mais badalado, não curto a música que todo mundo gosta (em 90% dos casos) e deixo claro quem eu sou desde sempre. Gostou, ótimo. Não gostou, paciência. Simples assim!

    Ah! E eu AMO fusca. Sempre amei. Mas minha pernas não cabem direito lá dentro… ahahahahaha.

    E, na boa, cada um cuidando da sua vida é muito mais legal, né não? Eu hein!

    Beijos!!!!

  2. Engraçado, observei a presença de várias pessoas em cada item que você destacou no texto. “Igual a mim, igual a fulana, igual ao beltrano…”. Incrível como comparação é uma característica inerente ao ser humano, né?
    A primeira pessoa que me veio à cabeça fui eu mesma… Andei pensando e conversando muito sobre bullying nos últimos dias (assunto do momento) e em todas as vezes disse que nunca sofri. Pelo contrário, admito que já tive meus alvos. Eu não era muito flor que se cheire, confesso. huahuahua
    Mas, curiosamente, me toquei agora de que eu também fui um prato cheio pra bullying, por um motivo diferente dos seus (mas que poderia ser bem traumático). E, ora veja só, descobri que temos mais coisas em comum: eu também era malandra de disfarçar em meio a outras qualidades, sempre fui popular nos meus colégios, a amigona das meninas e dos meninos. A gente joga com o que tem, né?
    Daí fui passando o olho no texto e vendo outras pessoas… Aposto, por exemplo, que pensamos parecido sobre quem gosta de ostentar, demonstrar status e conquistar atenção com coisas materiais. hahahaha Ai, ai… Enfim!
    Tava morrendo de saudade dos seus posts. Amo me enxergar neles!
    Tô contando os dias pra te ver.
    Beijos

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