Pra frente é que se anda!

“You won’t realize the distance you’ve walked until you take a look around and realize how far you’ve been.”

A distância cria laços. Laços compridos, mas firmes, elásticos. Quando você tem uma ligação com alguém e você vai pra longe, ou está longe (e não só geograficamente), esse elástico estica. As vezes a distância é tanta e dura tanto tempo que como todo tecido, apodrece e arrebenta. E o laço se perde.

Em outros casos, quando você chega perto o elástico não comprime mais… e você queria tanto estar perto que sua ansiedade não te deixa ajeitar nada e aquilo vira um embolado no chão, cheinho de nós, pertinho do pé da gente… Na maioria das vezes, quando a gente resolve voltar a andar, esse maldita cordinha (que antes foi forte e hoje…bem, hoje é só uma cordinha que estica) enrola no pé da gente. E a gente sem perceber, recomeça a andar com aquilo preso no pé. Dá pra andar quilômetros e não sentir nada…. se no pé do outro também ficou algum nozinho, de vez em quando você vai sentir um puxão. Coisa leve, você lembra daquilo, ri de si mesma e simplesmente volta a andar.

Um dia aquela coisinha começa a irritar… O laço, que era forte, que te manteve ligado aquela pessoa apesar da distância e que virou um emaranhado de nós quando você se aproximou, vai começar a te puxar pra tras e o cenário todo vai se repetir do avesso. E você vai rever tudo sob nova perspectiva, buscando novas razões, novos culpados, novas explicações. Aí então você começa a perceber que precisa fazer um pouquinho mais de força pra seguir, e que andou todo esse tempo fingindo que aquilo não estava ali. E mais, você começa a se dar conta que desprende uma energia enorme só porque tem mesmo é preguiça de sentar e desfazer os nós… A gente se recusa a parar, só pra poder continuar seguindo em frente.

Lamento, mas não tem outro jeito.

Senta o bumbum no chão e “peloamordedeus” desembola esses nós. Esse laço não serve mais pra nada que não seja te incomodar. Se achar que vale a pena, troca por outro. Eu te aconselho a se livrar daquilo mesmo… Você vai perder um tempo, vai também perder a paciência as vezes, vai querer embolar tudo de novo e voltar a andar… Pode ser também que você precise da “outra ponta” pra desfazer o nó e o mais provável é que tenha que usar a tesoura (o cara tá ocupado andando pra frente… liga não, a corda vai um dia incomodar ele também). Na boa, depois que desembola,você redescobre que andar sem nada preso no pé é bom demais! Experimenta só!

*p/ Potinho. 😉

Nota de Rodapé:

“We are all programmed to believe that if a guy acts like a total jerk that means he likes you. Girls are taught a lot of stuff growing up. If a guy punches you he likes you. Never try to trim your own bangs and someday you will meet a wonderful guy and get your very own happy ending. Every movie we see, Every story we’re told implores us to wait for it, the third act twist, the unexpected declaration of love, the exception to the rule. But sometimes we’re so focused on finding our happy ending we don’t learn how to read the signs. How to tell from the ones who want us and the ones who don’t, the ones who will stay and the ones who will leave. And maybe a happy ending doesn’t include a guy, maybe… it’s you, on your own, picking up the pieces and starting over, freeing yourself up for something better in the future. Maybe the happy ending is… just… moving on. Or maybe the happy ending is this, knowing after all the unreturned phone calls, broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment you never gave up hope.” (From the movie He is not that into you)

Anúncios

5 comentários sobre “Pra frente é que se anda!

  1. Afilhada linda!!!!!!
    Adoro ler sempre, o q vc escreve e escreve divinamente!!! rsrsrs
    A saudades é grande, o amor por vc maior ainda.
    Sempre torcendo pela sua felicidade!
    “Nosso elástico, estica, estica mais nem “afrouxar, afroxa” rsrsrsr
    Sei, ou penso que sei, para quem seria.
    Te amo a cd dia +
    Beijos do DINDA

  2. Engraçado que hoje me deu uma vontade de “te ler”.. primeira coisa que fiz foi entrar no teu blog!! Nao imagina que fazia tanto tempo que tava longe (quase 20 dias depois de publicado o texto!)…
    Era exatamente oq queria ler..
    Assim como a Re, imaginei tudo e me coloquei na situacao!!
    Obrigada pelo texto 😉
    beijos

  3. Ou eu faço parte do “Fantástico Mundo de Bob” ou tenho facilidade pra viajar na sua batata. Fui visualizando toda a situação, enquanto você narrava a teoria do elástico.
    Tenho meu palpite de qual seja o destinatário (ou apenas o referencial) desse texto, mas, apesar de saber que não é pra mim, consegui perceber algo que me serve.
    Quando você viajou, naquele dia corrido, inesperado, deu tempo de amarrar uma corda na sua perna e na minha. Manja corda de pular? Aquela mais profissional? Teve que ser ESSA! Uma boa corda de pular tem rolamento, não importa o quanto você vire, desvire, se dedique a embolá-la, ela nunca se enrola. Tá sempre pronta pra pular, sempre disponível pra você.
    Caminhe à vontade, por onde cê quiser, fique o tempo que for… Como a ideia era não te incomodar, medi a corda de acordo com a sua curiosidade.
    Nunca vai esticar. =)

    E não me culpe pelo excesso de imaginação, foi você quem me fez viajar.

    Te amo!

    Beijos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s