A neve e a praia…

 

Pinto no lixo!

 

Gente, eu vi a neve! E entendi o que alguns turistas que via no Rio de Janeiro sentiam quando tocavam com o dedão do pé a beirinha da água pela primeira vez… é fascínio junto com medo. Admiração com respeito. Encantamento. Depois de cinco horas dirigindo, já na subida do Mount Ruapehu percebi que a paisagem em volta de mim foi ficando branquinha e não teve jeito: parei o carro, liguei o alerta e sai… chorei pra não variar, como faço com tudo que me toca a alma e agradeci. Agradeci por ter a oportunidade de ter visto isso além dos filmes e da fotos do google images.Como disse a Nanda, não basta só ver, você quer sentir o cheiro e claro, o gosto. E aí igual criança, disfarçadamente você pega um pedacinho e coloca na boca…tem gosto de natal.

YAY

O Natal que eu nunca vivi… parece mesmo que o Papai Noel vai sair de algum lugar falando ho-ho-ho e você vai ganhar “aquele presente”. Eu já tive em países que nevam mas nunca estive no inverno, então pra mim, o encontro com a neve foi aquela coisa que de tão esperada se torna mágica!

Desert Road.

Melhor que isso só a sensação de esquiar… quer dizer, ficar em pé no esqui já é lucro. Eu AMEI. Tudo bem que ganhei um instrutor de brinde que fez tudo ficar mais fácil, mas na minha terceira descida já estava toda confiante sozinha e jogando o corpo pra trás só pra ir mais rápido…tsc tsc tsc… criança… Esse é o perigo de tudo na vida. O problema não é quando você não sabe. Não saber te faz ficar cuidadoso  atento. O grande problema é quando você acha que sabe… foi nessa hora que saindo do teleférico e achando que podia participar dos jogos de inverno, fui desviar da menininha que estava colocando o snow e cai tipo “Monica Du Solei”. Parecia que meu joelho estava preso a minha coxa por um fio fininhoooo e se eu fizesse qualquer movimento metade da minha perna ficava no caminho. Instrutor tirou o ski, eu levantei e pô, corpo quente, gelo anestesiando…voltei pra pista!!! Moral da história: mais de uma semana, anti-inflamatório de 4 em 4 hrs e pomadinha sempre que lembro.

Interisland

A volta pela Desert Road faz a gente pensar se é possível mesmo dois cenários tão diferentes conviverem tão proximamente. Esse tipo de pensamento que começa e torna tão difícil escapar mais uma vez das minhas analogias! Foi na volta também que tomei uma multa de $150.00 porque me distraí e cruzei a estrada pra pegar a pista da esquerda (contra mão por aqui) e onde mais uma vez conclui que não dá pra perder o foco se você não está afim de pagar o preço da multa. Chegando em casa decidi que quero um equipamento de esqui só pra mim. Meu goggle rosa da Oakley, meus esqui pink e minha bota branca… ahh coitada..

 

Piquenique!!

 

No último final de semana voltei pra estrada, desde vez pra ilha sul… pra praia! Saindo de Wellington para Picton tem o Interisland que é uma super barca enorme com pretensão de transatlântico que liga as duas ilhas da Nova Zelândia. São quase 3 horas de uma viagem por dentro de um cenário que mais parece ter saído de uma coleção especial de cartões postais. Na NZ parece que você jamais consegue cumprir um cronograma de viagem.

Kaiteriteri

De Picton pra Nelson mais umas 3 horas considerando que é impossível não dá parar pelo caminho pelo menos umas 5 vezes, sentar, olhar, tirar foto, retomar o fôlego e voltar pra estrada… em direção ao Abel Tasman National Park você passa por montes nevados, praias de um azul incrível, quilômetro de vinhedos e pastos de ovelhinhas (já falei que na NZ existem 28 ovelhas pra cada habitante?)… mágico também.

Kaiteriteri é uma prainha 20 minutos antes do Abel Tasman National Park e foi onde fiz um piquenique incrível com cestinha e tudo mais no melhor estilo Sound of Music (só faltou minha jardineira de cortina verde). Muita gente faz trilhas incríveis por lá mas eu tive a ótima desculpa do meu joelho dodói pra não me enfiar (tão) dentro do mato. Outra coisa bacana por aqui é que o número de albergues e pousadinhas é mais do que suficiente pra você não se preocupar com isso até que esteja muito cansado e precisando de uma caminha quentinha.

A grande lição dessas duas últimas semanas é que mesmo quando as coisas que a gente sonha, idealiza e planeja não acontecem exatamente do jeitinho que queríamos, não significa que não dá pra re-adaptar e escrever aquela história de outro jeito. Eu quis muito dois dias na neve, dois dias numa praia qualquer da NZ… Aconteceu de outro jeito, em outra circunstância. Se foi melhor? Nunca vou saber porque não tenho com o que comparar, mas foram sem dúvida nenhuma dois finais de semana inesquecíveis.

 

Nota de Rodapé: 

Bolou?!

 

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2 comentários sobre “A neve e a praia…

  1. Porra, até que enfim um post. Dá pra pensar na minha DEPENDÊNCIA QUÍMICA disso aqui e escrever mais vezes?

    Ai, que inveja! Também nunca vi neve, morro de curiosidade. Tem gosto de “Esqueceram de mim 2 – Perdido em Nova York”?

    E essas fotos descaralhantes?

    Vou instalar skype aqui pra gente se falar. Que horas você costuma aparecer na internet? Esse fuso maldito que não ajuda.

    Saudade máxima!

    Te amo!

    Beijos

  2. ai q lindaaaa
    toda ralada na neve ! hahahha

    foi tão bom falar com vc ontem
    e ver vc reclamona, falando tudo em português com vontade
    pq ninguém ai entende hahhahaha

    amiga, amiga ela é loucaaa
    ela é loucaaaa e eu rindo … rindo

    te amo, amora
    sempre perto com certezaaaaa
    gde beijo

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