E quando muda tudo depois que tudo mudou?

“Walking gets to boring when you learn how to fly…”

Waiting for Godot

Preciso começar o blog cumprindo uma promessa que fiz pra mim: Renatecx do meu coração, adivinha o que está em cartaz no St. James Theatre aqui em Wellington? Waiting for Godot! Nossa, lembrei tanto de você. Tirei uma foto da fachada do teatro com o banner da peça. Pronto, promessa paga, uma errata importante: O Te Papa não é o maior museu da Nova Zelândia. O maior é o Museu da Guerra que fica em Auckland. Tá, podemos começar agora.

Então vou tentar falar mais uma pouquinho sobre meus dias aqui na NZ. Complicado porque algumas coisas não são facilmente transcritas assim… tem algumas coisas que você precisa viver, andar na rua, respirar fundo, sentir o cheiro, o gosto. Você pode imaginar como é, mas se vai ser mesmo aquilo que você imaginou só vivendo pra saber. O que obviamente traz junto uma certa dose de risco.. não, não… Definitivamente não me preocupo se não for o que eu imaginei, é fácil voltar e retomar de onde parou. Digo o contrário… e se for tudo o que você sempre imaginou? Como faz? Wellington tem sido um pouco assim pra mim, de vez em quando eu me pego andando na rua me sentindo confortável, feliz sem nenhum motivo aparente e substancial. Outro dia brinquei com o Felipe que as vezes me sinto numa novela do Manoel Carlos (daquelas que são rodadas no Leblon e tem sempre uma Helena): Parece que o mundo inteiro se resume a um Pub onde as saias justas acontecem, um médico em quem todo mundo confia e uma rua onde todo mundo se encontra.

Civi Square

Parece que faz tanto tempo que cheguei, tanto tempo daquela correria louca que foi entrar naquele avião… a ansiedade, a expectativa…. E nem tem um mês! E algumas coisas mudaram tão definitivamente dentro de mim que sinceramente não sei explicar (e olha que eu tenho praticamente uma obsessão por explicar tudo detalhadamente, na maioria das vezes mais de uma vez). Sei que algumas guinadas bruscas estão sujeitas a avaliações e julgamentos alheios (na maioria das vezes bem injustos) e nos piores casos podem causar feridas definitivas em quem menos merece e/ou gostaríamos (essas ainda mais injustas). Mas como ser leal a alguém sem sermos leais com nós mesmos? Não, não estou filosofando, só estou começando a entender que essa viagem, que a opção que fiz de recomeçar pode ter aberto meus horizontes, pode ter me acenado possibilidades que eu nunca tinha pensado. Ou seja, que eu não escolhi antes, não por maldade, mas por falta de conhecimento de que essas opções existiam.

Reading Cinema

Na última semana recebi alguns emails/depoimentos de algumas pessoas que eu não tinha a menor idéia de que liam o blog… fiquei tão feliz… vaidosa sabe. Tem gente que se interessa, além dos descompensados dos meus amigos, por esse bando de coisas desconexas que eu escrevo? Comentei isso porque eu escrevo como se fossem emails para meus melhores amigos, assim evito de ficar me repetindo. Então de vez em sempre eu vou me referir a alguns dos meus amigos pelo nome, como agora por exemplo: A Jú (melhor amiga e guru) me solta a seguinte frase outro dia: “manda fotos de onde você está, preciso te localizar fisicamente”. O grande barato de ter uma amiga com quem você se comunica nesse nível, é que você sabe exatamente o que ela está querendo dizer com isso e qual é a sua intenção. Então nesse post tem umas fotos de onde eu tenho batido pernocas nas últimas semanas. O Reading Cinema é um complexo de salas de cinema (como o NYCC e uma praça de alimentação). É bem pertinho da minha casa provisória e tenho vindo aqui pra escrever já que uso a internet do Esquires (que tem chocolate quente mais bonito que tomei até agora).

Me acha aí!

Clicando no mapinha do lado dá pra entender mais ou menos como tudo é bem pertinho no centro e como dá pra fazer tudo andando. Holland St (meu cantinho provisório), Vivian St (meu cantinho definitivo), Manners Mall (onde almoço quase sempre), Manners St (de onde vocês terão notícias em breve), Willis St (departamento de imigração e portanto por onde passo algumas vezes …enfim, uma rua que gosto), Dixon St (é a rua da Campbell Institute).

Four Kings

Aqui do lado tem a fachada do Four Kings que é onde tenho assistido aos jogos da Copa e provavelmente de onde vou torcer pra Holanda ser campeã (já que perdemos, que seja para os campeões, certo?). O Civic Square lá em cima é mais ou menos uma praça bacanuda cerca pela bliblioteca, pela galeria de arte… naquelas bandas de lá ficam as lojas que a gente precisa se manter afastada (CK, Prada, etc…). Roupa é uma coisa curiosa aqui também pra mim, porque como tirando as marcas internacionais eu não sei o que é bom aqui, então acabo comprando o que definitivamente eu gosto, sem me preocupar muito que loja é. O que é ótimo na verdade.

Nota de rodapé (rodapé gigante dessa vez): Não posso escrever muito senão a Dri briga… hahahaha – mas é que realmente ainda não comecei a fazer as coisas realmente legais como tirar os finais de semana e feriado pra alugar um carrinho e pegar a estrada, sei que tenho coisas incríveis para ver e para descobrir. Por enquanto o blog fica mesmo condicionado as minhas divagações. Aliás, Dri me mostrou a letra de uma música (basta me conhecer 2 segundos pra saber que AMO letra de música) que realmente tem me dito muito:

“Have you ever fed a lover with just your hands
Closed your eyes and trusted, just trusted
Have you ever thrown a fistfull of glitter in the air
Have you ever looked fear in the face and said, “I just don’t care”
It’s only half past the point of no return
The tip of the iceberg
The sun before the burn
The thunder before the lightning
The breath before the phrase
Have you ever felt this way
Have you ever hated yourself for staring at the phone
Your whole life waiting on the ring to prove you’re not alone
Have you ever been touched so gently you had to cry
Have you ever invited a stranger to come inside
It’s only half past the point of oblivion
The hourglass on the table
The walk before the run
The breath before the kiss and the fear before the flames
Have you ever felt this way
Have you ever wished for an endless night
Lassoed the moon and the stars and pulled that rope tight
Have you ever held your breath and asked yourself:
“Will it ever get better than tonight?”
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3 comentários sobre “E quando muda tudo depois que tudo mudou?

  1. ooooi amorinhaaa
    post menor .. thnx gosh
    eu e a minha leitura dinâmica hahahah ok eu confesso 🙂

    e quem deu a musiquinha fui eu … nanananana
    eu sou sinistraaaa

    amiga, dedos cruzando
    pensamento positivo
    muita fé
    força na peruca
    depilação e unhas feitas com as ling ling
    q um dia depois do outro vai vindo

    to infinity and beyond já dizia Buzz Lightear em Toy Story

    amo vc !
    amo vc !

  2. Oi Monica,

    Entendo bem quando você diz que se sente confortável na cidade. Eu também me senti assim desde o primeiro dia aqui, Wellington é apaixonante!
    Às vezes eu fico de mal com ela, essa mania de chuva e ventania às vezes me deprime. Mas tudo que eu preciso é um único diazinho de sol e sem vento pra ficar morrendo de amores por ela de novo.

    O centrinho pequenino é tão simpático né. E quando você conseguir cumprir isso de pegar um carro e sair por aí, você vai se encantar ainda mais. =)

    Beijos. xx

  3. Nossa, fiquei MUITO emocionada! Poucas coisas na minha vida me marcaram tanto quanto fazer “Esperando Godot”, foi um dos melhores presentes que ganhei e é, no minimo, muito curioso ter uma versão do Godot bem aonde você tá, láááá do outro lado do mundo. Coisas do destino… Juro que fiquei com os olhos cheios d’água quando li!
    Queria te fazer 2 pedidos… Posso? Primeiro, me manda essa foto por e-mail? Aqui ela saiu pequena, não consegui maximizar. Segundo, será que rola algum material do espetáculo à venda por aí? Tem como você ver pra mim? Sou tão entusiasta desse texto que me faria muito feliz vê-lo em outro idioma, outra adaptação. Pensei de, de repente, a companhia (se é que é uma) ter um dvd da montagem, fotos, qualquer coisa que registre a temporada, sei lá. Se rolar, me fala por e-mail, tá?
    E, se você puder, tira um dia aí pra assistir, Godot é um puta texto de reflexão sobre a vida, certamente te acrescentaria muito, principalmente agora!
    Olha, sério, cê fez meu dia mais feliz, e eu achava que só a Alemanha seria capaz de tal façanha hoje. Muito obrigada, de coração!

    Te amo, saudade enorme!

    Beijo

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