Frio aqui, só o tempo!

Uma semana. Não que faça alguma diferença… eu continuo com aquela cara que mistura inocência e deslumbramento de todo retirante nordestino chegando em São Paulo pela primeira vez. É que viagens me causam isso. Fico meio babaquera mesmo até quando vou a Paquetá. O que mudou substancialmente é que, apesar de continuar esperando o ônibus vir do lado contrário, eu já me localizo bastante nas ruas, já adotei algumas coisas como favoritas. Top 3: Frozen de Coke do Mc Donalds, Chocolate quente do Mojo com milhares de marshmallows e todas as “sopinhas do dia” que tem em qualquer buraco. Tá…eu só falei de comida, né?!

Ainda tô curtindo muito a biblioteca porque estou enviando uns emails para a galera que há uns 2 meses atrás enviei curriculo. Vamos nos manter otimistas, mas começo a achar realmente que mesmo se der tudo errado, vai ter dado tudo certo. Sábado a noite noite tive uma “noite de network” com algumas pessoas. Achei bacana o convite. Aí é que tá. Existe uma falsa premissa no Brasil de que se você sair do país todo e qualquer lugar é habitados por pessoas grosseiras, frias e individualistas… não é verdade. Não vi isso nos EUA, na França, na Espanha, muito menos em Portugal. Pra ser sincera, nem na xexelenta Argentina vi isso. Eles são bairristas e tal, mas fui muito bem recebida. E aqui na Nova Zelândia não é diferente. As pessoas em geral são extremamente simpáticas e educadas. Acho que a nossa cultura não nos permite diferenciar frieza de “cada um toma conta da sua vida”. O Brasileiro se mete DEMAIS na vida do outro, opina demais sobre tudo do outro: roupa, cabelo, escolha sexual, profissional, assuntos de família… e é aí que complica. Se você é simpatico, caloroso e alguém te pergunta “como vai?” você abre um enorme sorriso e responde “tudo bem, e você?” – Independe se sua conta está virada ou se você tem uma doença séria na família –  Jáaaaaa se você é como a maioria dos brasileiros e alguém te pergunta: “como vai” as chances de você perder uns bons 5 minutos ouvindo sobre artrite, artrose, dívidas a última briga da família e a suspeita de que aquele vizinho é gay são altíssimas! Essa pré-disposição para se abrir acaba dando margem para todo mundo se sentir no direito de opiniar (e cobrar) sobre a vida alheia. Triste. Em compensação (e sempre vou tentar colocar um “mas” aqui) o Brasileiro é mesmo um povo sofrido e porreta (supimpa mesmo)!!! Dúvido que algum sociólogo ou filósofo consiga entender a motivação dessa galera de entrar num ônibus lotado (que você nunca sabe a hora que vai passar), com um motorista completamente descompensado e que mais parece um daqueles kami-kazes do oriente médio, ficar duas horas no trânsito, encarar 10, as vezes 12 horas de expediente, ter um salário extremamente injusto e… sorrir! Ver as coisas sempre por um lado bacana, estar sempre pronto para uma cervejinha e um futebol. É uma visao romântica, mas é linda (e válida) também.

A esposa do David, Elspeth, eu, Chrissy (um amiga) e Kennedy.

Os pontos altos dessa semana (os que posso contar :p) são definitivamente o jantar mega, super, ultra, hiper agradável que tivemos anteontem aqui em nossa homestay.  E  minha experiência memorável num típico karaoke asático (especialmente pra Rê, Dani, Lú e Dri!). Na primeira semana que o Rodrigo chegou, ele ficou na casa de um casal muito querido pra ele. Primeira semana é complicado, ainda mais se o idioma ainda não está afiado. E eles foram extremamentes pacientes e queridos com ele. Como são vizinho de nossa atual homestay eles aparecerem para umas garrafas de vinho e um bom papo. E foi ótimo.

Rodrigo, David e Tim

A segunda experiência foi antropológica e muito divertida. Nos chamaram para o aniversários + despedida de uma asiática (sem preconceito, mas nunca consigo saber se Koreana, Chinesa, Japonesa…) de repente me vejo entrando numa sala com som nas alturas que mais parecia reunião de marketing em gravadora em plena segunda-feira…só que: a medida que a musica começa, a luz apaga e um estroboscópio de 342 cores se acendem fazendo daquela sala de estar praticamente um palco. É engraçado o afinco com que eles se dedicam a cada uma das canções e principalmente como aplaudem uns aos outros, principalmente os que foram piores! Vai entender…

Brincando!

Cada dia mais adoro a Kennedy. Vocês acreditam que ela tem um jeito enorme pra estilista e que enquanto brincávamos a noite ela fez um vestido lindo pra eu usar durante a copa? Gente, 6 estrelinhas (hexa) todo em verde e tons de amarelo… FOFO! E ontem ela a noite me chamando no quarto pra ver se as batatas já estavam assadas! Porque eu sou assim hein? Me derreto toda pra criança?! Em falar em roupa, não teve jeito, tive que comprar dois casacos quentinhos.

Tem mais um monte de coisa rolando… mas um monte MESMO! Mas não quero deixar acumular muito assunto, então vou colocar só esse pouquinho hoje aqui mesmo. Fui ao Te Papa e ao Zoológico, mas preciso pegar as fotos primeiro. Posto tudo essa semana!

Meu vestido da Copa 😉

Devido a atuação mediocre da nossa seleção no primeiro jogo vou me permitir falar desse assunto só mais pra frente quando esse timeco tomar vergonha na cara. Por outro lado, vocês conseguem imaginar a alegria do povo daqui hoje quando empataram com a atual campeã mundial? Gente, empatar com a Itália!!!

Nota de Rodapé: beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você (um não, vários)! :p

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3 comentários sobre “Frio aqui, só o tempo!

  1. Querida afilhadinha, é só um toque: Guarde o modelito, lindo por sinal, da COPA para mais pra frente. Por enquanto não está merecendo modelitos bonitinhos, não!!!! rsrsrs
    Bjkinha p tds

  2. uahuahaua caraca a Renata perguntou o q eu ia perguntar : cantou o q ?
    qual é a música, Pablo ? hahahahah
    e eu concordo com a renata
    tem q ter um Flickr
    gente, eu quero ser amiga da Renata .. ela é muito mais legal q vc !
    E tá mais perto hauahaua

    ain e eu quero brincar de desenhar roupinha tb
    ela é glossy como eu … adorei a teenager 🙂

  3. É impressionante como gringo tem cara de gringo, né? huauhauhahua Altas bochechas rosas!
    A pergunta é: CANTOU O QUE NO KARAOKÊ?
    Por que não faz um fotolog? Um Flikr, que te deixa botar mais foto, por exemplo. Te daria espaço pra você postar bastante foto, matar a curiosidade de quem ficou do lado de cá e acho que seria uma boa ferramenta pra funcionar junto com o blog.
    Eu venho seca pra ver umas fotinhos aqui, mas, ao mesmo tempo, entendo que blog não é álbum. Ah, enfim, fica a dica!
    Saudadona!
    Beijos

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