Dando um drible na saudade…

Tenho respondido na última semana a mesma pergunta várias vezes: “E aí, como você tá? E a saudade?” Pois bem, eu realmente sinto muita falta do Rodrigo. É impossível não estranhar o dia-a-dia sem as manias e os hábitos que se criam em uma vida comprometida com outro. Por outro lado, saber que essa saudade tem também uma data para expirar é um grande alívio diário. E mais, saber que a ida dele foi o primeiro grande passo para a realização de um sonho que nós dois construimos juntos dá um orgulho danado.

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo… (Mário Quintana)

A bem da verdade, acho que sinto  mais vontade de estar lá, do que saudade por ele não estar aqui. Tudo bem que, acompanhar diariamente a contagem regressiva para a Copa do Mundo soa as vezes como tortura (até imagino a vinheta da Globo: faltam 83 dias para você chegar a Wellington), mas essa saudade, essa que a gente sabe que tem data pra acabar não é o pior dos problemas.

Como disse uma querida amiga minha, a Chris que também se aventurou e hoje vive em Londres, gravidíssima de Baby C, o Rodrigo “vive no futuro”. E é mais ou menos isso. Enquanto escrevo esse texto, no ócio tedioso do fim de domingo, o Rodrigo já está quase no primeiro intervalo da aula de segunda. São 16 horas na frente… é como se praticamente ele tivesse pego uma máquina do tempo ao invés de um avião.  Mas encontramos um horário para nossos “encontros virtuais”. Todos os dias (ou quase todos) a meia-noite daqui (16h do dia seguinte lá), fico sabendo das novidades que ele as vezes relutante me conta (não foram poucas as vezes que ouvi : “quando você chegar aqui você vai ver…).  E segue a contagem… 82 dias.

A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande. (Roger Bussy-Rabutin)

A frase acima traduz com exatidão o que acredito. Como todo casal, a gente discute, implica e se pega irritado com coisas que hoje, a distância, parecem absolutamente corriqueiras e sem importância. Num relacionamento, sempre haverá espaço para questionamento, mas enquanto a resposta for a mesma não há razões justificáveis nem espaço para saudades dilacerantes, angústia ou dor. O que eu sinto é mesmo um grande amor. Ah! E faltam quase 81 dias…

Nota de Rodapé:

Parabéns a minha amiga amada que semana passada foi pedida em casamento do jeitinho que sempre sonhou e que sempre mereceu. E que de certa forma, inspirou o post romântico dessa semana.

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6 comentários sobre “Dando um drible na saudade…

  1. Simplesmente lindo. Amei o post e até eu vibro com essa contagem regressiva pq não há nada mais gostoso que reencontrar nosso amor!
    Aiai…

  2. Ahmmm, voce estah na melhor situacao de uma longa espera: no Rio de Janeiro (pense, poderia ser Cubatao – nunca estive lah mas nao tenho a melhor das imagens), esperando a data pra embarcar pra Nova Zelandia *suspiro* pra reecontrar seu amorzinho. Assim a espera e a saudade chegam a ser bem-vindas. Sem contar que sabendo que tem dia pra partir, voce pode curtir a familia, os amigos, a cidade, etc, com ainda mais carinho! Espero poder visita-la em breve, com Baby C a tiracolo! 🙂

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